HOME – O mundo é a nossa terra

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(Clique na imagem para visualizar o filme HOME da autoria de Yann Arthus-Bertrand)

Terra Humana

É inútil desistir.

Por detrás das muralhas da vontade

mora o desejo, a força que as derruba.

Deixa que nasça, que avolume e suba

esta maré de seiva e de ternura!

A grandeza do homem, criatura

que cresce enquanto ama e pode amar,

é saber

que só depois do gosto de pecar

lhe vem o gosto de se arrepender.

por Miguel Torga

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Deixa-me ser despedida em vez de ti!

Este é o apelativo título de um artigo do Courrier Internacional. Descreve a história de uma trabalhadora da Chrysler que perante o despedimento de um colega de trabalho, sabendo que esse ficaria em muito maus lençóis, por conhecer a sua situação familiar, lhe oferece a possibilidade de trocar com ele. Ele manteria o posto de trabalho ocupando o lugar de Myra Sawicki, que se tornaria oficialmente desempregada.. Mas certamente de peito cheio..

Dá que pensar.. Onde pára o altruísmo? Por aí? Não o tenho visto por aqui..

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Artigo original:

Taking a bullet for the team

“A company director takes a pay cut. A co-worker gives up her job. With layoffs looming, employees and managers alike are exhibiting a new brand of self-sacrifice.

Sarah Boesveld reports in The Globe and Mail

Pela liberdade RE-revolução!

Por onde vai a liberdade nos dias que correm, quando falta a liberdade àqueles que se viram livres pela revolução?

Mensagem escrita com sangue de um cubano prisioneiro

Mensagem escrita com sangue de um cubano prisioneiro

(clique na imagem para ver uma performance pela liberdade, de cubanos, desde cuba)

Generacíon Y e Yoani Sánchez

“Aunque fue en abril de 2007 cuando Yoani Sánchez inició su blog Generación Y, el momento en que su nombre pasó del anonimato a la popularidad fue el año 2008. Quizás todo comenzó un poco antes, cuando en octubre de 2007 el corresponsal de la agencia Reuters lanzó un despacho que luego se publicó en varios periódicos del mundo. Eso llamó la atención de The Wall Street Journal, que el 22 de diciembre dedicó una página completa con un llamado en primera plana sobre esta insignificante ciudadana. Le siguió el periódico español El País el 3 de enero de este año con una de esas entrevistas colocadas en la contraportada titulada con una frase de la entrevistada: “La vida no está en otra parte, está en otra Cuba.”

Durante los días 23 y 24 de febrero, cuando se realizaba en Cuba el proceso para elegir al nuevo Presidente de los Consejos de Estado y de Ministros, La Habana se llenó de reporteros de los más importantes medios de prensa del mundo.  Como si se tratara de una meca caribeña, la mayoría de ellos peregrinó hasta el piso 14 del edificio donde vive la bloggera. Literalmente, hubo que hacer cola para entrevistarla. The New York Times, The Zeit, Newsweek, Washington Post, Reporteros sin Fronteras, la televisión alemana, la española, Aljazira y muchos otros quisieron hacerle saber a sus diferentes públicos en qué consistía este nuevo fenómeno.

En el mes de marzo, el portal desdecuba.com, donde se aloja junto a otros el blog Generación Y , fue bloqueado por las autoridades cubanas y desde entonces no es posible acceder a él desde Cuba. Gracias a muy buenos amigos que viven fuera de la isla, es posible actualizar la bitácora y en la actualidad, gracias a otros amigos, es posible leerla en 12 lenguas.

En abril, Yoani supo que había ganado el premio Ortega y Gasset de Periodismo Digital y en mayo la revista Time la ubicó entre las 100 personas más influyentes del mundo en la categoría “héroes y pioneros”. El gobierno cubano le negó entonces el permiso para salir del país a recoger en España el premio que había recibido. En la ceremonia, la cubana brilló por su ausencia y otro cubano, también blogger, Ernesto Hernández Bustos, recogió en su nombre el diploma. La solidaridad que despertó la prohibición fue tan gratificante como el viaje frustrado.

[…]

Todos estos sucesos sólo han servido para llamar más aún la atención sobre el blog Generación Y, que mensualmente promedia una decena de millones de hits y cuyos post reciben cada uno entre 3 y 7 mil comentarios. De hecho, esto ha convertido este espacio en una auténtica plaza pública virtual donde miles de personas acuden a debatir los textos que Yoani escribe y los comentarios que colocan los visitantes.

Hay una regla no escrita que postula que la popularidad atrae enemigos. A lo largo de estos meses las hostilidades han venido desde dos extremos: el primero y el más lógico, aquellos fundamentalistas que no aceptan ni la más mínima crítica al gobierno.

Por suerte sobran los amigos. A diferencia de quienes la denigran, ellos sí muestran la cara y dicen sus nombres. Son muchos –y de eso soy testigo privilegiado– que la paran en la calle para decirle que la leen y la apoyan. Entre ellos pueden encontrarse algunas figuras públicas, cubanos que viven en el exterior, gente de aquí adentro que la conoce a través de las antenas parabólicas o de discos que circulan gratuitamente, jóvenes y viejos, hombres y mujeres que no saben que esta mujer es una de las personas más tímidas del mundo, al extremo que entre sus íntimos se ha dicho siempre que posee el don de la invisibilidad, por lo mucho que evade ser el centro de atención de los demás.

Disfruto el infinito placer de compartir mi vida con Yoani. Somos una pareja desde julio de 1993, cuando ella todavía no había matriculado en el Instituto Pedagógico ni soñaba con cambiarse de escuela para terminar siendo filóloga. Tenemos un hijo de 13 años, una pecera con goldfish y una perra sin raza.

Ella es tan generosa que me permite leer sus trabajos antes de publicarlos para que yo me haga la ilusión de que los reviso.

Sin dudas 2008 ha sido el año de Yoani. Lo que no sabe nadie es que su número de la suerte es el 9.”

in desdecuba.com

por Reinaldo Escobar

Coisas que custam..

chils

Radiohead – You’re All I Need (MTV ad)

Poema russo em tempos de guerra (WWII)

 Ainda tentei mas não resisti. Copiei e trouxe.

Fala por si.

 

 

 

“Espera por mim, e regressarei,

Mas espera muito.

Espera até te encheres de pena

Enquanto vês a chuva amarela.

Espera até os ventos

Varrerem as neves.

Espera no calor sufocante.

Espera até os outros desistirem

Quando esquecerem o

Ontem.

Espera mesmo que não cheguem

Cartas de longe para ti.

Espera mesmo quando os outros

Estiverem cansados de esperar.

Espera mesmo quando a minha mãe

E o meu filho pensarem que morri.

E quando os amigos se sentarem

A beber em minha memória.

Espera, e não te apresses a beber

Em minha memória também.

Espera, pois regressarei,

Desafiando cada morte.

E deixa aqueles que não esperaram

Dizer que tive sorte.

Eles nunca compreenderão

Que, no meio da morte,

Tu, e a tua espera,

Me salvaram.

Apenas tu e eu saberemos

Como sobrevivi.

Foi porque tu esperaste por mim

Como mais ninguém o fez.”

 

O voo da liberdade

In many particular places in África there still are people who live “under pressure”.

Um dia conheci um piloto de avião. Um africano, marido, pai e irmão. Um bom amigo. Vive lá..na já sombria África, berço do homem.

Estudou 7 anos num país europeu, completou os estudos e prática no Brasil e Estados Unidos. Regressou ao seu país com o sonho de pilotar, e com todas as credenciais que precisava, excepto uma..

A última prova requeria que ele participasse num curso europeu de pilotagem. Não tinha fundos disponíveis depois de tanto manobrar a sua bolsa para conseguir chegar até ali. Não teve alternativa senão endividar-se para com o patrão, europeu que fez vida em África, e que perante a necessidade que ele tinha, lhe financiou o que precisava.

 Mal sabia ele que pagaria bem caro o empréstimo.

Ao regressar, inicia o seu trabalho. País pobre, paisagem rica, faz voos turísticos, daqueles sobejamente conhecidos nos variados destinos de férias mais atractivos.

Um dia apercebeu-se que trabalhava demasiado para o que podia.

Que tinha por vezes de fazer trabalhos que não eram o dele.

Que não lhe davam as refeições a que tinha direito.

Que não lhe davam tempo para comer. Ou que o forçavam a voar a grande altitude para poupar combustível, mesmo dentro de um fraco avião sem a pressurização necessária, o que levava a que por vezes notasse que o seu estado de consciência não era o melhor.

Observou que os aviões ultrapassavam os limites de passageiros e de carga por avião, para obterem mais lucro ainda que de forma ilegal.

Eram também adulterados no número de horas de voo, atrasando as inspecções e criando um falso sentimento de segurança. Um dia acabou mesmo por perder-se um motor do avião. Os turistas entraram em pânico. Tudo se resolveu com uma estadia paga e a desculpa de que teria sido somente uma avaria legítima.

Apercebeu-se ainda que tinha que partilhar os comandos de um avião, com um piloto sem formação, sem horas de experiência de voo quando comparado com as suas, e que ganhava o triplo dele somente por ser europeu.

O salário era miserável..e continuava endividado. 

A dívida impedia-o de se libertar daquele trabalho.

Mas não bastasse e ainda tem de ficar calado sob uma ameaça de morte supostamente perpetrada por uns quaisquer russos que viriam linchá-lo e à própria família, caso decidisse denunciar toda aquela situação.

Vive ainda, hoje,  na pena de quem trabalhou demasiados anos a fio, em dificuldade, para seguir um sonho, o de voar.

Não consegue, por lhe terem cortado as asas.

Não voa como deveria voar, na liberdade de quem persegue os sonhos e de quem vive em alegria com todos.

Voa..e não voa..

Sobrevive.. até ao dia em que o tempo de dívida passe.. ou ao dia em que o dinheiro apareça. Talvez alguém amigo o ajude perante tão trágica história. Sim, talvez os amigos que cultivou. Tantos.. Ou talvez o traga a sorte, a sorte de quem crê, a sorte que um estranho deus lhe deve.

Talvez chegue para o libertar.

Stuff..Stuff..Stuff..Uffff

 

It’s amazing the amount of facts that we simply are aware of..just not remembered when needed…

Wake up..check this out..